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terça-feira, 17 de maio de 2016

A menina que não sabia ler


“De vez em quando eu ouvia a pequena garota no sótão acima de mim fazendo piruetas nas barras. Finalmente, em algum relógio soou a meia-noite e, satisfeita porque todos os sons humanos haviam cessado, saí da cama.”

Nesse romance escrito por John Harding, ele cria na Nova Inglaterra no ano de 1891, uma atmosfera de suspense inspirada em clássicos como Edgar Allan Poe e Henry James. Na decadente Blithe House foi para onde Florence e Giles, se mudaram após a misteriosa morte de seus pais. Agora sobre os cuidados de seu tio e tutor, eles são negligenciados e esquecidos deste, e contam com a supervisão apenas dos criados da casa. Esses são tempos felizes para Florence, nossa narradora, entretanto, Giles precisa ir para escola e ela está terminantemente proibida de receber qualquer tipo de educação.

Porém, um dia vagando pela casa ela acaba descobrindo a antiga biblioteca da mansão, e ao entrar lá se depara com um mundo totalmente novo e com sua determinação aprende a ler sozinha e começa a devorar todos os livros que consegue, para aplacar a sua saudade do irmão. Giles regressa da escola com más noticias, ele acabou por não se adaptar ao internato e é mandando para casa.

Seu tio, que sempre teve como exigência nunca ser incomodado, acaba tendo de mandar uma preceptora para o menino. A Srta. Whitaker, que antes de sua trágica morte acaba descobrindo o paraíso secreto de Florence, porém logo em seguida acaba tragicamente morrendo no lago da mansão.

“Eu não havia deixado que Whitaker me levasse ao desespero quando estava viva, quando fez aquela coisa terrível, aquilo que mais me magoaria depois da perda de Giles, isto é, privar-me dos livros, e eu não me dobraria e não cederia agora.”

Então, uma segunda preceptora é enviada, a Srta. Taylor que pouco se parece com a anterior, porém para a criativa mente de uma menina de 12 anos, tudo começa a se encaixar e a partir disso ela descobre todos os malévolos planos da nova preceptora, e então toda a história ganha novos ares.

Para quem já leu A outra volta do parafuso, esse livro mostra-se claramente inspirado nesta obra de James, desde os nomes dos personagens Florence e Giles ( no romance de Henry James são Flora e Miles), até os problemas que as narradoras enfrentam para discernir realidade de fantasia. Em ambos os enredos o leitor não sabe se aquilo realmente acontece ou não, são feitas muitas perguntas na narrativa e todas elas contam com possíveis respostas nas entrelinhas do livro. Florence mostra-se absurdamente inteligente e experiente para uma menina de 12 anos, criada em uma mansão isolada. E uma vez que ela começa a narrar os acontecimentos, como separar o que é real do que é invenção da sua cabeça?


Esse romance publicado pela primeira vez em 2010, dividi opiniões, mesmo não gostado muito do livro, quero lhe dar uma segunda chance e por isso estou louca para ler o segundo volume, A menina que não sabia ler 2, bem sugestivo vocês não acham?


Escrito por Paulinha.

domingo, 24 de abril de 2016

[Resenha] Divas Abandonadas - Teté Ribeiro

divas abandonadas
teté ribeiro
Teté Ribeiro



Divas Abandonadas é um livro da jornalista e escritora Teté Ribeiro e retrata a vida por trás das câmeras das sete maiores divas do século XX: Lady Di, Ingrid Bergman, Jackie O., Sylvia Plath, Maria Callas, Tina Tuner e Marilyn Monroe.

 “QUE MULHER NUNCA SONHOU EM SER UMA DIVA ?”

É com essa frase que Teté Ribeiro inicia a sinopse de seu livro, e neste momento você deve está se perguntando: “Qual mulher não sonha em ser uma diva?”, e eu te respondo amiga, eu sou uma das mulheres que não sonha em ser uma diva.

Se para algumas mulheres ter a vida de Lady Di, repleta de glamour e sofisticação, seria um sonho, para ela isso estava mais para “Um conto sem fadas”. O que algumas pessoas não sabem é que a Lady Di sofreu muito com os tabloides de fofocas que a cercavam em busca de uma nova imagem sensacionalista, fato que culminou em seu falecimento há 19 anos atrás, em um trágico acidente de carro em Paris, enquanto tentava fugir dos  fotógrafos. Em sua vida privada sofria com sua baixa autoestima, problemas com sua aparência (o que a levou à bulimia) e, principalmente, sofria com as traições de seu marido, o Príncipe Charles. 

O mesmo acontecia com Jacqueline Lee Bouvier, mas conhecida como Jackie O., que fora casada com o presidente John Kennedy. Kennedy possuia uma vida agitada, regada de muitas mulheres bonitas e estar casado não o impediu de continuar com sua vida sexual animada, o que ocorreu logo após a sua lua de mel, em 1953, no México. Kennedy não fazia questão de esconder suas traições de Jackie, ela por sua vez, muito apaixonada pelo marido, fingia não ver as atitudes do esposo e com o tempo começou a ter crises de depressão e isolamento. Jackie viu seu sonho de um casamento perfeito ser, aos poucos, destruído.  

“Talvez eu nunca seja feliz, mas esta noite estou contente”. Assim começa os escritos mais íntimos da poeta Sylvia Plath, um volume de mais de 800 páginas, que conta sua vida de 1950 até 1963, ano de sua morte. Ainda na faculdade, o fato de querer ser sempre a melhor aluna desencadeou a primeira crise depressiva de Plath, que chorava por horas sem motivo algum. Sempre que algum de seus contos ou poesias eram rejeitados, Sylvia caia em mais uma depressão e começava a duvidar de seu talento.  

Em 1962, já casada, Sylvia e seu marido começaram a convidar amigos de Londres para passar o final de semana com o casal. Os convidados eram David Wevill e Assia. Assim que o casal chegou, Assia começou a flertar com Ted, marido de Sylvia, o qual também demonstrou reciprocidade. Plath, deu inicio a uma série de poemas em que afirmava ter duvidas da fidelidade do marido, ao mesmo tempo em que escrevia seu romance que seria a continuação de “A Redoma de Vidro” (obra que narra  a tentativa de suicídio de dez anos antes). 

Sorte na fama e azar no amor. Lady Di, Ingrid Bergman, Jackie O., Sylvia Plath, Maria Callas, Tina Tuner e Marilyn Monroe são apenas alguns exemplos de mulheres que sofreram por esse sentimento único e arrebatador: O Amor, e apesar de todo sofrimento que esse sentimento lhes trouxe, nunca deixaram de amar.

Escrito por Kerolainy Lima.

domingo, 10 de abril de 2016

[Resenha] Depois de Você - Jojo Moyes

depois de você

“Durante algum tempo, você vai sentir pouco a vontade em seu novo mundo. É sempre estranho ser arrancado de sua zona de conforto (...) Você tem ambição, Clark. É destemida. Mas escondeu essas qualidades, como quase todo mundo."


Publicada aqui no Brasil em fevereiro desse ano essa, na minha opinião, é uma das sequências mais aguardadas. Depois de partir nosso coração em Como eu era antes de você (Com resenha aqui no blog.), Jojo Moyes quase nos mata de curiosidade quando decide publicar Depois de Você, afirmando que só tomou essa decisão depois de milhares de fãs perguntarem sem cessar o que aconteceria com a Louisa Clark.

Como muitos de vocês, eu me apaixonei pelo o Will e pela Lou, porém o final de Como eu era antes de você teve um desfecho emocionante e muito, muito, muito... Triste. E acho que todos queriam saber o que iria acontecer com a Louisa, então essa autora maravilhosa nos presenteou com essa jóia, que eu simplesmente amei.


Após a morte de Will Traynor, Lou fica sem chão. Ela perdeu o amor da sua vida, como poderia recomeçar?  Ela tenta fazer tudo que prometeu a ele que faria, mas algumas coisas dão errado e ela parece não conseguir seguir em frente como ele havia pedido. E como se não pudesse piorar, Louisa sofre um acidente que faz com que ela volte para a casa de seus pais, os quais não se falavam desde o ocorrido com Will, voltando assim, para sua cidade natal e se sentindo ainda mais confusa com tudo que lhe aconteceu.

Até que em uma noite alguém bate em sua porta, e ela enxerga nessa pessoa uma forma de resgatar o passado recente e a si mesma de dentro do ambiente inóspito que sua mente e coração vivem.

"Você não me deu uma vida, deu? De jeito nenhum. Só acabou com a minha antiga. Desfez em pedacinhos. O que eu faço com o que sobrou? Quando é que vai parecer... Vá se foder, Will. Vá se foder por ter me deixado (...)

Adorei o fato da Jojo ter escrito essa continuação, porque mesmo com o desfecho do livro anterior, onde a Lou estava em Paris lendo a carta do Will, a vida dela não poderia parar naquele momento. Quando li Depois de Você, a Louisa pareceu ainda mais real pra mim, e pode parecer besteira, mais às vezes tenho a sensação de que se estivesse em Nova Iorque agora, poderia esbarrar com ela, quando virasse a próxima esquina ou entrasse em um brechó!!!

Delírios de fãs à parte, a Jojo nos pergunta neste livro, até que ponto colocar a vida dos outros como prioridade para nós e começarmos a vivê-la por eles é amor? E a partir de questionamentos como esse, ela nos dá uma verdadeira lição de vida, divertida e emocionante.


Obs: Os pais da Lou, Bernard e Josie, são um destaque à parte. Adorei o fato deles apareceram mais no segundo livro.

depois de você
Emilia Clarke e Sam Claflin, que serão os protagonistas na adaptação de Como eu era antes de você para o cinema, com previsão de estreia aqui no Brasil em 16 de Junho.



Escrito por Paulinha.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

[Resenha] O Pequeno Príncipe


o pequeno principe

Antoine de Saint- Exupéry dedica essa sua narrativa atemporal a um grande amigo, Léon Werth, e não poderia ser diferente quando, o livro escrito e ilustrado por ele "O Pequeno Príncipe", ou em francês "Le Petit Prince", traz em sua essência a descrição desse sentimento tão forte e único, que traz à nossas vidas sentido e uma felicidade sem medidas.

Sendo o terceiro livro mais traduzido no mundo, foi publicada a primeira vez nos Estados Unidos em 1943, quando o autor estava exilado de sua terra natal, a França. Sendo classificada como literatura infantil, O Pequeno Príncipe é antes de tudo uma obra com grande teor poético e filosófico, que nos faz refletir sobre nossa forma de enxergar o mundo e as pequenas coisas que nos rodeiam.
   " Mas, se tu me cativas, nós teremos necessidade um do outro. Serás para mim único no mundo. E eu serei para ti única no mundo..."
  " Tu julgarás a ti mesmo - respondeu-lhe o rei - É o mais difícil. É bem mais difícil julgar a si mesmo que julgar os outros. Se consegues fazer um bom julgamento de ti, és um verdadeiro sábio." 

A história se inicia quando o narrador fala sobre sua desistência da carreira promissora de pintor, quando tinha 6 anos, pois as pessoas grandes lhe desacreditaram deste sonho, e ele acaba tornando-se piloto. Um dia, ao sobrevoar o deserto do Saara, seu avião sofre uma pane, que o obriga a aterrissar no deserto, e lá se depara com um principezinho de cabelos dourados como o trigo que nunca esquece uma pergunta depois de feita, porém, responde poucas as que nosso piloto o faz.

Pouco a pouco, ele conta ao piloto que vem de um planeta distante chamado Asteroide B-612, e que lá ele possui três vulcões e os volvia todos os dias, mesmo que um estivesse inativo. Certo dia, para sua total surpresa, em seu planeta surge uma flor que era diferente das outras, e que o cativou de maneira única, porém, essa flor era bastante vaidosa e isso deixara o pequeno príncipe triste e ele acabara deixando seu planeta para procurar outros amigos, e após visitar seis planetas ele chegou à Terra.

Antoine de Saint- Exupéry


As pessoas grandes da Terra eram confusas para o principezinho, pois elas corriam contra o tempo para que tivessem mais tempo de fazer algo que nem mesmo sabiam o que eram, o tempo poupado era então gasto sem ter um objetivo concreto, não admiravam as pequenas coisas como o por do sol e o lugar por onde passavam. O principezinho, também aprendeu algo na Terra com uma raposa, sobre a amizade e como cativar aos outros, e descobriu que o nome da sua vaidosa flor era "rosa", e que existiam inúmeras outras como ela aqui no nosso planeta. Porém, a raposa lhe mostrou que a sua era única pois ela o cativara como nenhuma outra, e assim possui um valor incalculável para ele.

E com palavras simples Antoine nos conta a história do pequeno príncipe, e com ela nos transmite valores para uma vida inteira.

Pequeno príncipe
O Pequeno Príncipe - Edição de Luxo
Escrito por Paulinha.









quinta-feira, 26 de novembro de 2015

[Resenha] A outra volta do parafuso


Em uma velha casa em Londres, amigos se reúnem para contar histórias de terror e suspense, onde o grande objetivo é contar a melhor história. Douglas, deseja ser o vencedor desta vez, e para isso, confidencia aos amigos possuir a em sua casa, uma história que ultrapassa todos os limites, e que ele nunca escutou nenhuma outra que se iguala-se à ela em questão de terror. 

Essa história tinha sido confiada a ele por uma moça, que é a principal narradora dos eventos sinistros, sendo esta filha de um pobre pároco do interior, contava apenas com 20 anos quando esses eventos aconteceram. 

Após mandar buscar em sua residência os manuscritos de tal relato, Douglas começa a contar essa história tão sinistra e horrenda. A filha do pároco, cuja o nome nunca foi dito em toda a narrativa, foi a Londres responder à um anuncio de emprego como governanta. Ao chegar ao local da entrevista, ela é recebida por um galante cavalheiro que se diz tio e tutor de duas crianças, Flora e Miles, após o falecimento de seu irmão na Índia. Se rendendo ao charme de seu novo patrão, ela aceita o cargo como governanta na propriedade de Bly, em Essex, arredores de Londres. Porém, esse cavaleiro lhe propõe uma única condição: que a moça não lhe procure de forma alguma, para relatar qualquer tipo de problema, seja com as crianças ou com a casa.

Ao chegar à Bly, ela se encanta com a casa e as crianças, que mais parecem anjos em toda sua doçura e inteligência. Mas, depois de algumas semanas, a governanta começa a notar uma presença nefasta na propriedade, o que na verdade, são duas. Dois antigos empregados de Bly, que morreram misteriosamente e que quando vivos exerciam enorme influencia sobre as crianças. Confusa e solitária, ela não sabe o que fazer, porém tem um único intuito: proteger as crianças, nem que seja delas mesmas.

Essa narrativa de Henry James foi publicada em 1898, e é considerado um clássico do terror. A tradução de Paulo Henrique Britto tenta trazer para o português a elegante contundência do original inglês, possibilitando ao leitor brasileiro saborear todas as artimanhas narrativas de Henry James.

Escrito por: Paulinha.

domingo, 15 de novembro de 2015

[Resenha] No mundo de Luna



Luna é uma recém-formada em jornalismo, que pensava ter conseguido o estágio dos sonhos na decante revista Fatos&Furos, pois assim ela trabalharia ao lado do cara que ela admirava muito, o redator-chefe da revista, Dante Montini. Só que como diria a musica de abertura de Friends "a vida real não é bem como planejamos".

I'll Be There For You
Então ninguém te contou que sua vida seria assim
Seu emprego é uma piada, você está quebrado
sua vida amorosa está morta
Como se você estivesse preso na segunda marcha
Pode não ser seu dia, sua semana, seu mês
nem mesmo seu ano mas...
(Abertura de Friends).

Após algum tempo na recepção da revista sem perspectiva de que seu grande talento seja descoberto, e com um carro que passa mais tem na oficina do quê em uso, a cereja do bolo chega com a traição de seu namorado Igor, com a  sua vizinha.

Dante tentava erguer a revista com um orçamento reduzido, tanto quanto sua equipe, e para suportar a competição com a Na mira, ele acaba dando aos seus jornalistas funções múltiplas. É numa dessas reuniões de fechamento de edição que ele nomeia Luna para seu tão sonhado cargo como jornalista, pena que ela não escreveria sua coluna sobre comportamento, mas sim o horóscopo da revista.

Luna assume o cargo mesmo sem entender nada de astrologia, por ter sangue cigano ela acha que será um pouco mais fácil, porém está enganada. Após recorrer a sua avó que é cigana, e ela falar que Luna precisava respeitar as tradições ciganas e que não poderia ajudá-la, Luna vai até uma loja mística e compra um baralho, que segundo a vendedora, pertenceu a uma poderosa cigana e que possuía poderes místicos.

Luna consegue escrever o horóscopo, só que esse é apenas um problema solucionado, outro surge bem na porta em frente a sua: Dante. Sua vizinha vai viajar com o namorado e deixa seu irmão Dada cuidando da cachorrinha dela Madona, e qual não é a surpresa de Luna ao descobrir que o Dada, na verdade é seu chefe\carrasco, Dante Montini.

Com esse pontapé inicial na sua carreira como jornalista, surgem uma montanha de problemas na vida da atrapalhada e confusa Luna, e o mais perigoso e delicioso deles surgie sem que ela perceba: o amor.

Esse romance de Carina Rissi, a mesma escritora de "Perdida", foi lançado em 2005 pela editora Verus, com suas 476 páginas ele nos encanta e comove, Luna é muito maluca e acabou fazendo com que eu me apaixona-se por ela, mas eu amei mesmo foi o Dante. No começo você o odeia por sempre chamar Luna de Clara, mas é impossível resistir a esses mocinhos de Rissi, entre Ian Clarke (mocinho de Perdida) e Dante Montini, não sei qual é meu favorito.

O horoscopo da Luna, na revista:


Escrito por Paulinha.


segunda-feira, 12 de outubro de 2015

Aconteceu em Londres - Julia Quinn


Segundo volume da série Bevelstoke, “Aconteceu em Londres” ou no titulo original, “What happens in London”, narra a história de Olivia Bevelstoke, a melhor amiga de Miranda e irmã de Turner, em sua terceira temporada na sociedade londrina. Olivia, ao contrário de quem não leu o primeiro volume da série pode pensar, por esta ainda não ter se casado, é considerada a flor da sociedade londrina. Recebeu inúmeros pedidos de casamento, mas renunciou a todos, devastando corações por toda a cidade.

Descrita como dona da beleza ideal, todos a chamam de graciosa, linda, perfeita, mas Olivia já está de saco cheio de todos esses adjetivos. Ela pode até ser linda com seu cabelo extremamente loiro e seus olhos azuis, mas passa muito longe de graciosa, tanto na dança, quanto em seu comportamento com pessoas estúpidas. E isso, é uma dor de cabeça enorme para seus pais.

Depois que Miranda casou-se, Olivia acabou fazendo outras amizades, porém nada se comparava à Miranda. Em uma de suas reuniões semanais com Mary, Philomena e Anne para discutirem sobre os próximos eventos, Mary contou a todos que o novo vizinho dos Bevelsoke ao sul era Sir Harry Valentine, isso não era nada interessante até Olivia descobrir que circula na sociedade que Sir Harry, tinha assassinado sua noiva!

Olivia fingiu não se interessar pelo boato, mas durante cinco dias passou vigiar as atividades de Harry em seu escritório, pois a janela do quarto dela lhe dava visão completa do que acontecia no escritório dele.

Sir Harry Valentine agora trabalhava para o Ministério da Defesa inglês, mas nem sempre as coisas foram fáceis para ele. Harry cresceu com os pais, mas bem, não eram uma família e aos doze anos, Harry sabia duas coisas que o diferenciava dos outros garotos ingleses: primeiro era completamente fluente em russo e francês, e segundo seu pai era uma bêbado.

A avó materna de Harry, Olga Petrova era uma aristocrata russa que mudou-se para sua casa quando Harry tinha quatro anos, e insistia para que seus netos usassem o russo para se comunicar, pois considerava o inglês um idioma inferior e o francês tolerável. Anne, sua irmã, odiava o russo, mas a Grand-Mère (avó em russo) os obrigava a aprender o idioma. O bem da verdade é que Harry amava os livros, estudar russo também, desde cedo percebeu que seria daqueles que moravam em bibliotecas e depois em escritórios.

“A Rússia era enorme e fria. Mas sobretudo, era  grande. Pedro, o grande, Catalina, a grande, Harry tinha sido desmamado com aquelas histórias.
- Ora! – zombava Olga, mais de uma vez, quando o tutor de Harry tinha lhe tentado ensinar a história da Inglaterra. - Quem é Etereldo, O Indeciso? O Indeciso? Que tipo de país permite que seus governantes sejam indecisos?
- A Rainha Elizabeth era incrível.
- Chamam-na Elizabeth, a Grande? Ou a Grande Rainha? Não. Chamam-na a Rainha Virgem, como se isso fosse algo do que estar orgulhoso.”

Sir Lionel Valentine era um baronete, e consequentemente Harry herdaria esse título. Ele não via a hora de seguir para o colégio e se afastar dos pais, Lady Katarina Dell Valentine fingia que nada via e assim nada sentia, e quanto a Harry já estava cansado de limpar o vômito de seu pai e leva-lo para a cama. Seguiu para o colégio com Sebastian Grei, seu primo e melhor amigo, evitando quanto fosse possível que seu pai aparecesse por lá. Ao terminar o colégio com Seb, ele iria seguir para a universidade e depois assumir seu papel de herdeiro e seu primo seguiria para o exercito. Só que na cabeça de Harry, algo mudou totalmente e ele decidi seguir com Seb para o exército.

E agora se encontra sendo vigiado pela filha do conde Rutland, através de sua janela. Harry está intrigado com ela, já faz cinco dias que ela se esconde atrás da cortina para olha-lo e então seus olhos se encontram, e dessa vez Olivia têm certeza de que ele a viu. Ela não sabe o que fazer, quando encontra Harry no recital das Smythe-Smith, fica claro apenas uma coisa: se detestam.

Mas quando o príncipe Alexei, da Rússia está em uma visita à Inglaterra, Harry é encarregado de vigiar tanto o príncipe quanto a sua possível futura noiva, a senhorita Olivia Bevelstoke, ele é obrigado a manter contato constante com Olivia, e por traz daquela mascara de frieza que ela usa quando se encontra em sociedade, descobre uma mulher inteligente e sarcástica que parece ser apagada na maioria das vezes devido a sua beleza. E Olivia se surpreende ao encontrar um amigo de verdade, em quem pode confiar e até amar...

Esse livro de Julia traz uma mocinha diferente, Olivia não é cheio de dilemas pessoais e também não tem medo de amar, sendo decidida e realista ao extremo. Tão realista que prefere jornais à livros, e isso Quinn deixou claro quando escreveu parágrafos tão engraçado referente às novelas góticas que eram um sucesso no século XIX. O romance ficava por parte de Harry, um leitor voraz e daltônico, mas mesmo assim Olivia não deixa de ter seus momentos melosos.

“Aconteceu em Londres”, é tão bom quanto “O diário secreto da senhorita Miranda Cheever” estou ansiosa para começar a ler o último e terceiro volume dessa série. Pelo que sei essa série só foi publicada aqui no Brasil como romance de banca, espero que futuramente tenhamos mais exemplares disponíveis no mercado.

Escrito por Paulinha.

segunda-feira, 5 de outubro de 2015

[Resenha] Como pescar uma herdeira - Julia Quinn




"Hampshire, Inglaterra 3 de Julho de 1814

Caroline Trent não pretendia atirar em Percival Prewitt, mas o fez, e agora ele estava morto. Ou ao menos ela pensou que estava morto. Certamente, havia bastante sangue. Gotejava das paredes, o chão estava salpicado, os lençóis estavam totalmente manchados. Caroline não sabia muito de medicina, mas estava segura de que um corpo não podia perder tanto sangue e seguir com vida. Agora tinha um grande problema. —Maldição — murmurou. Embora ela fosse uma autêntica senhorita, nunca teve uma vida muito fácil, e sua linguagem, às vezes, deixava muito a desejar."

Primeiro volume da série Agentes da Coroa, "Como pescar uma herdeira" com título original "To Catch an Heiress", foi publicado em 1998 nos Estados Unidos. Traz uma estabanada e adorável senhorita Caroline Trent que desde o falecimento dos seus pais,que eram comerciantes, vive de tutor em tutor cada um  mais louco que o outro. Agora residia com os Pewitt, mas depois de Percival filho de Oliver tentar viola-la para força-la a se casar com ele, isso não duraria muito tempo.

Essa noite de quarta não parecia diferente das outras, até Caroline perceber que Oliver dispensará todos os empregados e foi jogar cartas com seus amigos, deixando-a sozinha com Percy. O que não a preocupou muito, pois ambos se odiavam, mas quando ela percebeu o estratagema que Oliver armara, ficará horrorizada, como um homem seria capaz de tal coisa? Era certo que desejava o dinheiro dos Trent, mas fazer com que Percy a ataca-se isso era demais. Para fugir dessa família de loucos, Caroline sai correndo da casa após o incidente com Percy, e quase tê-lo matado. Quando chega a um descampado qual não é a sua surpresa quando é atacada por outro homem, este agora insiste em chama-la de Carlotta de Leão, uma espiã (devemos lembrar que, esse período é o das guerras napoleônicas).

Blake Ravenscroft é um agente da coroa infiltrado que durante meses vigiou a propriedade dos Pewitt a procura de Carlotta de Leão. Quando vê aquela mocinha correndo pelo descampado acredita que todo seu trabalho e de James, marquês de Riverdale estaria concluído e ele poderia enfim se aposentar.

Caroline decide assumir ser a senhorita de Leão, para poder fugir de Oliver, além de tudo aquele homem que a capturará poderia ser enorme e meio assustador, mas algo em seus olhos dizia a Caroline que ele era bem mais confiável que os Pewitt. Após a morte de Marabelle, que também era uma agente da coroa Blake tinha horror ao tipo de gente que Carlotta representava, pois foi devido a pessoas como ela que Marabelle fora morta em uma emboscada. Mas a senhorita de Leão lhe atraia de uma forma impossível de evitar, mesmo sentindo nojo de se mesmo, Blake acabou por beija-la.

Caroline decide manter a farsa, não por que gostou do beijo do senhor Ravenscroft, é claro, mas sim por que sua casa era segura e ela não tinha para onde ir. Qual não é a surpresa de ambos ao receberem a visita do marquês, e este revelar que aquela não era Carlotta de Leão.

Os dois agentes decidem permitir que Caroline ficasse na casa, e está deverá ajuda-los a capturar ao Oliver e a sua equipe de traidores, junto com Carlotta de Leão. Caroline acaba se metendo em muitas confusões enquanto tenta provar seu valor para Blake, e este acaba irrevogavelmente encantado por ela junto com todos os seus três serviçais ( o que na minha opinião, são as partes mais engraçadas dos livro, quando o mordomo defende a senhorita Trent do Blake, inúmeras vezes, e a cozinheira faz comida apenas para Caroline).

Será que Blake quebrará a promessa que fez Marabelle, deixando se enamorar por Caroline ou quem se curvará aos encantos da senhorita Trent será o marquês de Riverdale? Para não dar nenhum spoiler, acho mais seguro parar por aqui mesmo. Fiquei encantada com esse romance de Quinn, Caroline, Blake e James são ótimos e os empregados quase me matam de rir, adoro romances escritos com essa aura litorânea lembra me Persuasão que também tem alguns passagens no litoral britânico.

Espero que vocês leiam esse livro só achei em PDF e no wattpad, é um romance adorável e estou louca para ler o segundo volume da série " Como se casar com um marquês". Parece que Julia nunca erra na mão para romances esplêndidos, agora deixo para vocês a capa do livro, que ainda não sabemos se será publicado aqui no Brasil.


Escrito por Paulinha.

sexta-feira, 2 de outubro de 2015

[Resenha] Os Espiões - Luis Fernando Verissimo


Os Espiões conta a história do funcionário de uma editora, formado em letras, que trabalha numa pequena editora de Porto Alegre, cujo principal título lançado até então foi "Astrologia e Amor", um guia astral de qualidade duvidosa, mas que tem lá suas leitoras. O funcionário, e também narrador da história, tem a função de examinar os originais que chegam pelo correio e assim definir o futuro dos textos. Ele decide o destino dos originais de acordo com seu humor durante a semana, “Nas segundas-feiras estou sempre de ressaca, e os originais que chegam vão direto das minhas mãos trêmulas para o lixo. (...) Vez que outra eu recomendo a publicação de um original que chega à minha mesa. Principalmente se o examino numa sexta-feira, quando estou cheio de boa vontade com a humanidade e suas pretensões literárias”.

Sua vida muda quando, na manhã de uma terça-feira, ele recebe um envelope branco em sua mesa. De antemão decide jogá-lo no lixo, porem, a letra trêmula com que fora endereçado o deteve.

Dentro do envelope ele encontra um pequeno maço de folhas que conta a história de “Ariadne” e de seu “amante secreto”. Ele fica fascinado com o texto e começa a sonhar acordado com a possível Ariadne e até sentir ciúmes do tal “Amante secreto”.

Após receber outros capítulos da historia “Ariadne”, o funcionário percebe que o texto não se trata de uma história fictícia, e sim de um testamento, um diário de Ariadne que promete contar sua história com o seu amante secreto e depois se suicidar.

Atormentado com seus sonhos românticos e com a possível morte de seu amor platônico, esse boêmio, frustrado com sua vida e seu casamento, decide juntar seus amigos e investigar a história de Ariadne e, se possível, salvá-la da morte anunciada.

O livro apresenta uma história bem interessante que te prende do início ao fim, tanto pelo sarcasmo do personagem como pelo suspense contido na obra que nos faz querer ler cada vez mais afim de descobrir o desfecho dessa história. Recomendo a leitura da obra, pois se trata de um romance despretensioso, de leitura fácil e rápida, aliás, uma coisa que adoro nessa obra de Verissimo é a simplicidade ao escrever, de forma que todos nós podemos ler sem dificuldades.

Escrito por Kerolainy.

Beijos, Kerolainy e Paulinha

terça-feira, 29 de setembro de 2015

A história de um grande amor ou O diário secreto da senhorita Miranda Cheever de Julia Quinn

02 de março de 1810

Hoje, eu me apaixonei...


" Aos dez anos de idade, Miranda Cheever não dava sinais de que fosse se transformar numa bela mulher. E mesmo com tão pouca idade, ela aprendeu a não alimentar expectativas de encontrar um grande amor... até àquela tarde em que Nigel Bevelstoke, o charmoso e atraente visconde Turner, beijou sua mão e disse que um dia ela cresceria e seria uma jovem linda e cativante, tanto quanto era simpática e inteligente. E foi nesse dia que Miranda soube que amaria aquele homem para sempre... "

No dia 2 de março, Miranda sabia que estava irrevogavelmente apaixonada por Turner, o irmão mais velho de sua melhor e única amiga Olivia. Após defende-la dos insultos de Fiona no aniversário de Olivia e Winston, os gêmeos Bevelstoke, Miranda tinha encontrado seu cavaleiro de armadura dourada.


Turner, achara algo incomum naqueles enormes olhos castanhos, mas é claro, via Miranda apenas como a criança e amiga da sua irmã caçula, que era. Miranda acabou tornando-se parte da família, já que após a morte de sua mãe seu pai mal notará que ela existia, passando assim cada vez mais tempo com os Bevelstoke.



O visconde Turner acaba casando-se, com uma ardilosa mulher que o seduz e tira por completo a sua esperança de que realmente existe amor verdadeiro. Turner, enviúva de maneira trágica, mas no final de seu casamento ele já estava rogando para que a esposa morre-se. Mesmo quando ele estava casado, Miranda agora com dezenove anos, o observava secretamente e, relatava tudo em seus diários. Quando esposa de Turner faleceu, ela alimentava esperanças de poder se casar com esse homem com o qual vinha sonhando a nove anos.



Mas parece que Letícia não só levou a reputação de Turner, como também toda sua felicidade e esperança, deixando para trás um homem amargurado e frio. Esse homem cínico, é totalmente diferente daquele que Miranda conhecerá e se apaixonará. Mas, o verdadeiro a amor é aquele que a tudo resisti, e a tudo suporta sem esmorecer com tempo, apenas se fortalece.



Tendo isso em mente, mesmo sendo atacada uma vez por Turner, ela não desiste. O problema é que Olivia, sua melhor amiga, também não desisti de fazer com que Miranda torne-se sua irmã através de um casamento com Winston. Olivia, é uma novela a parte nesse romance de Julia, ele é muito espirituosa e ama a Miranda mais que tudo. Porém, não percebe que sua amiga na verdade ama é seu irmão mais velho, esse fato rende a narrativa cenas ótimas e engraçadas.



Mesmo sentido carinho por Miranda, Turner está convencido de que não pode amar mais ninguém. Até quando se dá conta que a deseja, mas desejo não é algo suficiente forte para levar os dois a se casarem, ou seria...



Primeiro volume da série Bevelstoke, com título original " The secret diaries of Miss Miranda Cheever" foi lançado aqui no brasil como romance de banca intitulado " A história de uma grande amor". Esse romance de Julia foi lançado pela primeira vez em 2007, e se assemelha muito com o quarto volume da série os Bridgertons, Os segredos de Colin Bridgertons. Sinceramente, eu me apaixonei por Miranda, ela pode não ser como Olivia sua amiga ou como Eloise Bridgerton, mas sua inteligência e bondade fazem com que nós a admiremos no momento em que passamos para segunda página do livro.



E o que me deixou mais feliz conforme ia passando de capítulo, é que ela lê JANE AUSTEN. Isso mesmo, a senhorita Cheever, leu tanto Orgulho e Preconceito como Razão e Sesibilidade, e se isso ainda não fosse o bastante ela ainda têm uma pitada de feminismo, sim ela é perfeita.

Então não vou escrever mais, se não surgirão os spoiler, e para encerrar esse livro me encantou de forma única e espero que futuramente seja lançado por alguma dessas editoras mais conhecidas, já que só desta forma poderei adquirir o físico, enquanto isso sobreviverei com o Wattpad.

Escrito por Paulinha.

quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Orgulho e Preconceito e Zumbis



"É uma verdade universalmente aceita que um zumbi, uma vez de posse
de um cérebro, necessita de mais cérebros."

Ao que parece, tanto a vida como as obras de Miss Jane Austen rendem inúmeras adaptações para a indústria cinematográfica (para nossa sorte, é claro!). A próxima adaptação não é bem uma obra de Austen, pois agora temos zumbis em nosso icônico "Orgulho e Preconceito". 
Com lançamento previsto para 19 de fevereiro de 2016 "Orgulho e Preconceito e Zumbis" é uma obra do escritor Seth Grahame-Smith baseada abertamente no romance de 1813 de Austen.

Seth Grahame-Smith e seu livro
O livro foi lançado em 2009, sendo uma versão trash do clássico de Austen. Logo na sua primeira edição conseguiu lugar entre os mais vendidos do New York Times, sendo impresso pela Quirk Book da Filadélfia e conta a história de uma Elizabeth já tão íntima nossa, só que agora ela é uma mestre de artes marciais que mata zumbis!!!!! Porém uma coisa nunca mudará: Mr. Darcy continua sendo Mr. Darcy.

Lily James como Elizabeth Bennet
Isso mesmo, a relação dos dois continuará a mesma no inicio, Darcy será o mesmo orgulhoso pelo qual nos apaixonamos, só que agora ele é um renomado caçador de monstros e Lizzy, interpretada pela adorável Lily James, terá a mesma força de caráter para enfrentar nosso mocinho interpretado por Sam Riley.

Sam Riley 


A editora Intrínseca publicou o livro aqui no Brasil em 2010, ainda não tive a oportunidade de ler, mas assim que lê-lo, podem ter certeza que farei uma resenha para vocês. 
Após ter trocado de diretores quatro vezes, essa adaptação bem criativa de um romance do mesmo escritor de Abraham Lincoln: O caçador de vampiros, chegará aos cinemas pela mão de Burr Steers com roteiro de Marti Noxon e Seth Grahame-Smith, e produção de Natalie Portman em conjunto com Marc Butan, Sean McKittrick, Brian Oliver, Annette Savitch, Allison Shearmur e Tyler Thompson.

As cinco irmãs Bennet, versão caçadoras de zumbis e provavelmente de maridos também
Na Comic-com desse ano, o elenco, junto com o escritor e o diretor do filme, falaram um pouco sobre esse re-make tão aguardado. Um dos que mais falou no painel, foi o escritor, que disse acreditar que Austen aprovaria seu livro: "Quando escrevi o livro, não havia expectativas de que ele seria lido, mas quando virou um sucesso, fiquei muito assustado, porque Austen tem uma comunidade de fãs muito forte e achei que eles fossem querer me matar. Mas fiquei surpreso, porque eles têm senso de humor. E Jane Austen era uma pessoa muito engraçada, então gostaria de pensar que ela levaria numa boa", afirmou. E Lily James falou um pouco sobre Lizzy: "Ela já é uma mulher independente no livro, mas nessa versão ela ficou muito mais forte e durona".

Elenco na Comic-con.
Estamos aguardando o trailer dessa releitura tão exótica do romance de Jane Austen, e assim que ele sair postaremos aqui para vocês. 




Escrito por Paulinha.

Beijos, Kerolainy e Paulinha.



quarta-feira, 26 de agosto de 2015

Jane by the sea


Em 2007 tivemos a vida Austen retratada no longa-metragem Amor e Inocência, onde Anne Hathaway interpretava Jane Austen e James McAvoy como Tom Lefroy o único amor de Austen, segundo o filme. Alguns descreveram o filme como fantasioso, pouco fiel à verdadeira Austen. Assisti o filme a um tempo atrás e como sempre Hathaway estava perfeita em sua atuação, se Jane agia ou não da mesma forma não cabe a nós julgarmos, já que o único registro que temos a cerca do comportamento de Austen vêm de seu sobrinho James Edward Austen-Leigh com a biografia "Uma memória de Jane Austen", e de algumas poucas cartas.

Jane by the sea é um romance escrito por Carolyn V. Murray onde este retrata a vida de Austen e os acontecimentos que serviram de base para a criação de seus icónicos romances, ele explora as relações e experiências de Jane que serviram de inspiração para a produção de seus trabalhos.
"Muito pouco é conhecido sobre o jovem rapaz que Jane Austen encontrou durante umas férias num balneário em 1800. Sua irmã mais tarde disse que acreditava que esse jovem havia se apaixonado por Jane e era alguém que ela [Cassandra] considerava verdadeiramente digno de sua irmã. O que aconteceu naquele verão? Talvez tenha acontecida dessa maneira…"
"Na verdade, você não sabe quão exaustivo é para nós cavalheiros olharmos de forma exaustiva  para os progressos contínuos dos  talentos de uma mulher. Horas de recitais. Exibições infinitas de bordado. Uma mulher sem talento é um achado raro."

"Ele deu toda a aparência de sinceridade, mas eu nunca tinha ouvido falar de um sentimento mais estranho."

"Ao olhar para você, pensei, "eu nunca suspeitaria tal peculiaridade da mente." 
"Ele deslizou para o banco ao meu lado." 

A Voltage Pictures comprou os direitos sobre a obra, Carolyn V. Murray é a única ligada ao projeto já que ela esta escrevendo o roteiro, ainda não se tem diretor nem elenco definidos. Junto com os acontecimentos da vida de Austen teremos também cenas de suas obras, o que nos deixa muito felizes de fato e ansiosos. Estamos aguardando mais notícias sobre o filme, e também, se o livro será lançado aqui no Brasil. Assim que soubermos de alguma coisa postaremos aqui no blog.


Carolyn V. Murray

Escrito por: Paulinha.



Beijos, 
Kerolainy e Paulinha!